Lego, o Terrier!

Sim, sim, senhoras e senhores! Depois de tantos anos de blog onde o Chihuahua Bloguinho tem sido o mascote oficial e no qual fiz dezenas de posts sobre produtos e ideias da Lego, os brinquedos de encaixar mais famosos do mundo, finalmente as duas coisas se uniram! Não só se uniram como se materializaram! Dia 23 de março desembarcou no lar deste blogueiro que vos escreve o simpático LEGO, um Terrier Brasileiro, também conhecido como Fox Paulistinha! E como vocês sabem que sou chegado num textão, vou contar a história; mas prometo que vai ser breve!

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 “Sim, isso na barriga são minhas manchas charmosas que enlouquecem as mulheres!”

Tudo começou quando mudei de um apartamento para uma casa. “Pai: nós queremos um gato ou um cachorro!”. Esta foi uma das frases que mais ouvi dos meus filhos nos últimos 3 anos. No auge da pressão, o Gabriel me fez uma proposta. Se não dava pra ter um dos dois, que tal um hamster?! Quem não tem cão, caça com roedor! Aceitei a proposta e compramos o “Sr. Willys” (assim mesmo, o Senhor faz parte do nome), o hamster. Descobri que a ração era mais cara que o próprio bichinho, assim como gaiola, tubos e demais acessórios. Vida que segue.

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Gabriel e o Sr. Willys: o hamster mais bem tratado do mundo.

Eis que a ideia de um dog ficava cada vez mais madura na minha cabeça. Não era implicância, mas um animalzinho também não é brinquedo. Existem responsabilidades, custos, obrigações, cuidados e ele passa a ser um novo membro da família e ativo participante da casa; o que inclui ainda mudanças de hábitos de todos. Pois bem, como queríamos um filhote para poder curtir desde novinho, a ideia da adoção ficou em segundo plano. Sim, temos vários exemplos de amigos que pegaram doguinhos “micro toys” ou que ouviram a clássica “Não, ele não cresce muito!’ e acabaram com verdadeiros búfalos em seus lares. Entre as raças que buscávamos estava a Fox Paulistinha, reconhecida oficialmente como Terrier Brasileiro. Era do porte, carcterísticas e comportamento que queríamos. E aquela fuça com máscara nos olhos foi nos cativando a cada dia, até que fui em busca do dito cujo. Descobri que a raça não é das mais procuradas aqui em Curitiba e também no resto do Paraná. Acho que por aqui o domínio é dos Lhasa Apso, Maltês, Shih-Tzu, Bichon Frisé e demais raças “fofas”. Descobri uma criadora, a Helene do Canil Fox Hermoso, lá de Tiradentes, em Minas Gerais. Superatenciosa só teria filhotes disponíveis em um prazo muito grande, mas me indicou a Thayana do Canil Jardim Imbui, de Niterói, RJ. Entrei em contato, conversamos bastante e no dia 9 de fevereiro o Lego já tinha um novo lar para seguir quando estivesse na idade e com as demais providências necessárias. O legal é que apenas eu e a minha esposa sabíamos; não contamos para mais ninguém, pois a ideia era a surpresa para Mariana e Gabriel. O duro ia ser a espera…e em segredo!

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“Aguardem! Esse soninho e falta de energia vão desaparecer em algumas semanas!”

Bom, depois disso foi pura ansiedade! Conversei diversas vezes com a Thayana e o Wesley do Jardim Imbui que foram sensacionais desde o começo. O divertido é que mesmo não conhecendo pessoalmente, a Thayana é daquelas que parece ser sua amiga há séculos. Aqui eu faço um aparte: é admirável a dedicação e a preocupação deles com os bichinhos; quem estiver à procura de um Terrier Brasileiro pode procura-los que assino embaixo. Não é a toa que o canil foi eleito o melhor de todas as raças no ano que passou. Embaixadora da raça no Brasil e mundo afora, é incansável na busca por animais saudáveis e felizes. Voltando a contagem regressiva, a previsão de chegada era para depois do dia 20/03. Comecei a inventar a história que seria contada para os meus filhos não desconfiarem.

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Lego e seus irmãos com menos de 1 mês de vida.

 Neste período em que tínhamos, mas não tínhamos o Lego, passamos o carnaval em uma praia de SC. Lá, duas cachorras que a viviam pelas ruas e areias, resolveram nos adotar temporariamente. Era montar a barraca bem cedinho e logo vinham as irmãs Helena e Afrodite (sim, esses são os nomes) deitar na sombra fresca. Descobrimos que da ninhada delas, quando filhotes, um foi adotado, um morreu e as duas ficaram de posse de um argentino que mora lá. Como ele nunca cuidou nem deu atenção, um senhor as adotou informalmente. Aposentado, dá um trato nas cachorrinhas. Levou para castrar, faz visitas ao veterinário, dá ração e põe camas para elas todas as noites no prédio onde reside. Por já ter vários animais não pode pegar as duas, porém como a dupla adora a liberdade que têm, a solução acabou sendo boa para todos. Até lencinhos com o nome a esposa dele faz para deixa-las mais estilosas. Uma bela relação. O grande problema foi que os meus filhos adoraram as cadelinhas, principalmente o Gabriel. Na manhã em que fomos embora, a Helena ficou latindo, como que nos procurando, pois não tínhamos ido para a praia. Meu filho já havia dito que não iria embora sem se despedir, então lá fomos nós levar uns petiscos, fazer um chamego e tirar umas fotos. Partimos rumo à Curitiba e notamos que o Gabriel estava muito quieto na estrada. Só então reparamos que ele estava chorando, super triste, porque queria ter levado Helena e Afrodite pra casa. Foi de partir o coração. Sabíamos porém, que em breve ele teria um cãozinho pra chamar de seu.

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Gabriel e Mariana com Helena e Afrodite.

Os dias foram passando e na última quinta-feira, finalmente o Lego desembarcou em Curitiba! Não sem antes, uma boa surpresa! Pegamos nossos filhos na escola e até onde eles sabiam, iríamos ao aeroporto para que um velho amigo meu, que iria apenas fazer uma escala na cidade, pudesse conhecê-los. E assim foi até a chegada na TAM Cargo, onde eu disse que precisava resolver um problema com a bagagem do meu amigão antes. Para surpresa de todos lá estava o nosso pequeno Lego! O Gabriel e a Maricota custaram a acreditar; foi realmente uma surpresa muito legal! Lá fomos nó para casas; a família agora com seu mais novo membro. “Caninamente legaus”!

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7 thoughts on “Lego, o Terrier!

  1. Parabéns pelo Lego, e de onde ele veio! A Thayana é uma criadora 100%, seus filhotes sempre lindos! A Ísis e a Joy enviam lambeijos de boas vindas! Sua casa nunca mais será a mesma! Rsss…

  2. Adorei a história! Sou a favor da adoção, mas com esse aval de bons e amorosos criadores a felicidade
    fica completa. Parabéns pelo novo membro da família.

  3. Muito, muito bom!

    Jurava que o Bloguinho era um membro, digamos, não-virtual da tua família.

    Sou pai de três peludos. Já tive dois que viraram estrelinhas. Dos três aqui de casa, um deles nasceu no meu quarto.

    É extremamente gratificante saber que somos responsáveis por eles. Seus filhos ganharam um novo irmão.

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